Pensei que não queria mais me ver, essa carência que me invade em tempos de ressaca. Preciso esvaziar o mar, lembra daquela noite em que a água era cor refletida do sol nascente? Pensei em tantos, em todos, para esquecer que não existe um sequer. Busca de placebo. Sorte que agora tenho borboletas na janela. Previ, ou talvez fosse só o subconsciente (ou subinconsciente). Ah, me tira de mim um instante, dá uma pausa desses carros incessantes. Tira uma carta, um sol, um mundo, um carro que seja. Tira uma força. Me tira a força, arranca um membro com os dentes. Sacode esse cadeado sem chave até deslock. Treina para me acertar em cheio, bem na realidade. Me liga do ponto de taxi ou me chama da janela, mas me tira. Porque o eu dessa onda que quebrou já está meio moribundo, preciso nascer de novo pra deixar morrer eu-velha.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
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