Desacordei do meu insconsciente hoje no horário em que havia combinado no dia anterior, assim me dei ao luxo de alongar divagações matinais. Confesso que o dia foi meio estressante por estes ou aqueles pormenores, mas no fim acho que estou me saindo bem nesta rotina atípica. Tanto que voltei com um novo gás, deixando para trás todo ranso ansiótico de resmungos e afins. E, finalmente, me deixei levar pelo envolvimento efêmero do momento deixando de lado uns ou outros zumbidos do meu ouvido, e dando algumas gargalhadas esparsadas no espaço-tempo.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
November ends
Ainda sem paciência para despertar. Desde que acordei levo esse silêncio no olhar, e todos perguntam se estou triste. De um lado os três me contaram, no meio da euforia e risos nervosos, todas as peripércias concedidas num momento de descontração. Eu mantive os olhos cerrados, mas sorri com consideração. Pena foi que não me convenci, e acredito que o dia esteve sem sal por isso ou por aquilo. Estou com saudades dos dias melancólicos, mas sem a melancolia presente. Isso porque quando os lembro a nostalgia apaga rastros de descontentamento, e apenas sinto um conhecido vento no rosto, um pedaço de mar e fumaça. Assisti ao filme da minha vida tantas, tantas vezes, redecorando os mínimos detalhes... hoje já não sei ser fiel aos fatos. Os fatos, agora, são fiéis à mim e a essa memória que sabota alguns pontos da história. Enfim, hoje flutuo, e não há texto espírito-quântico que me levante dessa piscina em que acordei afundada. Coloquei uns papéis em dia, mas queria mesmo era uma pitada de sonho. Não é tristeza, digo com sinceridade. É o silêncio, o puro silêncio que pesa depois do exagero. Tudo tem cheiro de deixa pra depois. Tudo tem cara de sem graça. Mas não tem a ver com tristeza, eu repito. É mais para introspecção contemplativa, se me permite enquadrar essa segunda-feira.
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