Agosto, e tudo o que é intrínseco à isso.
O invisível cravejado de estrelas observa
comprimido em tensão, da pressão do
"a qualquer momento"
ao thrill do segundo da certeza.
Se deixa, se leva, atuante expectador,
por aquela opressão que eleva,
não sem antes experimentar a dor
os comprimidos órgãos que aguardam.
No thrill da certeza - segundo orgásmico -
a energia desencadeia o que se espera.
Setembro chegou
BANG!
domingo, 1 de setembro de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
Mais um que tem medo de águas profundas
A covardia foi que:
Você não respeitou meu aviso,
Me chamou pra mergulhar na sua energia,
Me deu uma caixa de sabonetes
E foi embora como veio,
Num chat.
Você não respeitou meu aviso,
Me chamou pra mergulhar na sua energia,
Me deu uma caixa de sabonetes
E foi embora como veio,
Num chat.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Escorro os dedos entre as pernas pois passei o hidratante mais cheiroso que seu olfato não alcançou
Eu, hoje Maria.
As pessoas e sua falta de compreensão quando racho e
Mergulho na rachadura,
Cavo
Até o fundo, cavo pra consultar
Meu cataplasma heróico,
Fecho as cortinas e espio de pé no vão
Em vão
Por entre as persianas das membranas oculares
Pálpebras ciliais
Janto meu âmago e me afogo no engasgo.
As pessoas e sua falta de compreensão quando racho e
Mergulho na rachadura,
Cavo
Até o fundo, cavo pra consultar
Meu cataplasma heróico,
Fecho as cortinas e espio de pé no vão
Em vão
Por entre as persianas das membranas oculares
Pálpebras ciliais
Janto meu âmago e me afogo no engasgo.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Pedaço III
Estela comentou que ia anunciar meu retorno, e com o braço erguido disse "o bom filho volta a casa". Me engasguei: reação imediata quando todos olharam, a fim de justificar aparente naturalidade. É que teria mais graça se eu tivesse falado na dixava um a um, seguido de abraços condescendentes. Mas Estela tem essa mania de anunciar, causando um ou outro constrangimento, e aquele silêncio que precede reações conscientes. Eu gosto dela, e sua espontaneidade desafia
domingo, 14 de abril de 2013
Apesar das aspas serem necessárias, nem sempre são precisas, e isso também é sexy.
Sendo sincera não digo o que Freud explica ou não. Nunca li e não me sinto confortável de optar por esta expressão frente aos vértices do cotidiano. Algo acontece há tempos, não posso justificar o quanto criei nesta distância que para mim reflete claramente, agora, a minha responsabilidade. Não entendia esse poder de ser atuante até no que se desconhece, exercício constante e tal, mas que nessa esfera específica me desafia de modo que.
Escolhi em partes como escolho o que não vai ser pronunciável. Às vezes escrevo assim porque não desejo, de fato, expor aquilo que as entrelinhas de quem me vê no mundo real podem sugerir a maior. De forma que a opção mais cabível termina por ser pular para próxima estrofe.
Tudo posto e exposto, me recolho ao silêncio do invisível, sumo do papel,
[às vezes no surto escrevo uma poesia e colo no poste com adesivo, saio correndo]
esperando assim que a pausa reticente sugerida pelo que se escreve ao fim, não se configure um ponto final porque, afinal, nunca o é.
Escolhi em partes como escolho o que não vai ser pronunciável. Às vezes escrevo assim porque não desejo, de fato, expor aquilo que as entrelinhas de quem me vê no mundo real podem sugerir a maior. De forma que a opção mais cabível termina por ser pular para próxima estrofe.
Tudo posto e exposto, me recolho ao silêncio do invisível, sumo do papel,
[às vezes no surto escrevo uma poesia e colo no poste com adesivo, saio correndo]
esperando assim que a pausa reticente sugerida pelo que se escreve ao fim, não se configure um ponto final porque, afinal, nunca o é.
domingo, 3 de março de 2013
Que o universo continue dando rede preu pescar meu peixe
Os domingos têm essa aura contemplativa de modo geral, mas aquele foi especial. As lembranças vinham despercebidas, a duzentos por hora e POW meu coração respondia com suspiros empáticos às minhas escolhas. Tudo, desde o dia em que fui pra cordeiro em refúgio contra decepção, àqueles que cozinhávamos sempre vegetariano, eventualmente sem tomate. Sempre bom. Então naquele domingo parti, com olhar à frente e coração na boca. Sempre pensei que quando abrisse mão de onde me encontrei tanto ia sofrer, e batata. Só que já estou comigo,
sábado, 5 de janeiro de 2013
Oblívio
Quando aqui, tempo inspira e expira. Penso comigo, lá no fundo o que tem? E as unhas, hoje laranjas, raspam garras a cobertura de hemoglobina coagulada do útero, cava. Recolhe o emplastro e molda a epiderme do âmago, cataplasma para assepsia e alívio das mais diversas e nevrálgicas transes. Dormência, omissão e deslembrança. Em outro multiverso, refresco.
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