Sendo sincera não digo o que Freud explica ou não. Nunca li e não me sinto confortável de optar por esta expressão frente aos vértices do cotidiano. Algo acontece há tempos, não posso justificar o quanto criei nesta distância que para mim reflete claramente, agora, a minha responsabilidade. Não entendia esse poder de ser atuante até no que se desconhece, exercício constante e tal, mas que nessa esfera específica me desafia de modo que.
Escolhi em partes como escolho o que não vai ser pronunciável. Às vezes escrevo assim porque não desejo, de fato, expor aquilo que as entrelinhas de quem me vê no mundo real podem sugerir a maior. De forma que a opção mais cabível termina por ser pular para próxima estrofe.
Tudo posto e exposto, me recolho ao silêncio do invisível, sumo do papel,
[às vezes no surto escrevo uma poesia e colo no poste com adesivo, saio correndo]
esperando assim que a pausa reticente sugerida pelo que se escreve ao fim, não se configure um ponto final porque, afinal, nunca o é.

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