Eu, hoje Maria.
As pessoas e sua falta de compreensão quando racho e
Mergulho na rachadura,
Cavo
Até o fundo, cavo pra consultar
Meu cataplasma heróico,
Fecho as cortinas e espio de pé no vão
Em vão
Por entre as persianas das membranas oculares
Pálpebras ciliais
Janto meu âmago e me afogo no engasgo.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Pedaço III
Estela comentou que ia anunciar meu retorno, e com o braço erguido disse "o bom filho volta a casa". Me engasguei: reação imediata quando todos olharam, a fim de justificar aparente naturalidade. É que teria mais graça se eu tivesse falado na dixava um a um, seguido de abraços condescendentes. Mas Estela tem essa mania de anunciar, causando um ou outro constrangimento, e aquele silêncio que precede reações conscientes. Eu gosto dela, e sua espontaneidade desafia
domingo, 14 de abril de 2013
Apesar das aspas serem necessárias, nem sempre são precisas, e isso também é sexy.
Sendo sincera não digo o que Freud explica ou não. Nunca li e não me sinto confortável de optar por esta expressão frente aos vértices do cotidiano. Algo acontece há tempos, não posso justificar o quanto criei nesta distância que para mim reflete claramente, agora, a minha responsabilidade. Não entendia esse poder de ser atuante até no que se desconhece, exercício constante e tal, mas que nessa esfera específica me desafia de modo que.
Escolhi em partes como escolho o que não vai ser pronunciável. Às vezes escrevo assim porque não desejo, de fato, expor aquilo que as entrelinhas de quem me vê no mundo real podem sugerir a maior. De forma que a opção mais cabível termina por ser pular para próxima estrofe.
Tudo posto e exposto, me recolho ao silêncio do invisível, sumo do papel,
[às vezes no surto escrevo uma poesia e colo no poste com adesivo, saio correndo]
esperando assim que a pausa reticente sugerida pelo que se escreve ao fim, não se configure um ponto final porque, afinal, nunca o é.
Escolhi em partes como escolho o que não vai ser pronunciável. Às vezes escrevo assim porque não desejo, de fato, expor aquilo que as entrelinhas de quem me vê no mundo real podem sugerir a maior. De forma que a opção mais cabível termina por ser pular para próxima estrofe.
Tudo posto e exposto, me recolho ao silêncio do invisível, sumo do papel,
[às vezes no surto escrevo uma poesia e colo no poste com adesivo, saio correndo]
esperando assim que a pausa reticente sugerida pelo que se escreve ao fim, não se configure um ponto final porque, afinal, nunca o é.
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