Se fosse dizer o lado bom do tempo ocioso, falaria com certeza do silêncio das janelas mortas das madrugadas de terça-pra-quarta. Um barulho oco com (relativamente) esparsos motores de carros que te lembram a desatenção inerente a um cérebro exposto à diversas manifestações seguidas. Meu cérebro exposto. Ainda assim, encontro o silêncio necessário para captar o momento como se fosse uma divina criação minha, ó observador. Procuro inspiração na anti-matéria, sanidade na malha invisível que me completa tão curiosamente. Que completa tudo que não é matéria paupável para o meu cérebro. Mergulho profundamente no cenário como se fosse pluma. Que delícia é pular dessa janela nos dias nublados, mudando de assunto. percorrer milhas e milhas pelo mar. Quanto mais ilimitada me treino, mas me vejo em estreita visão, mais responsabilidade tenho por mim, pelos outros; e mais vontade de saciar minha curiosidade me acomete.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
