quinta-feira, 17 de março de 2011

Sempre desconsideráveis, mas aparentemente bonitos

Por tudo isso, tarde de menos. O sorriso é aquele ponto de encontro, quando não há incêndio no dia; quando pensa, em tantos, quadros inemolduráveis, rol de rostos, transbordantes. Suor temperamental, e gotas. Incoveniente. Dois achocolatados ao dia, Luisa me perguntou se não me encontrava cheia de mim. Ficou no ar ( )
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Números, magos, e ruas fechadas. Lembro daquele encontro às claras quando não nos conhecíamos. Ainda não nos conhecemos, mas tudo é estratégico. Uma linha inicial padronizada, posteriormente personalizar é ritmo. Expertise em confabular outros e afins. Parece estilo propagandista, mas meu pessoal só investe no inverso: civis, personalidades jurídicas, bufões apolíticos. Porque política não é isso, minha gente. A gente que sabe, pois, não é.
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Olha, um rosto bonito, guarda como se fosse seu, loira de cabelos poucos, óculos escuros, calça jeansel e blusa branca. Lembra como se fosse melhor. Elaboração, parte do princípio de aparência meiga e surtos repentinos. Unhas pintadas. Escolhe os livros, Plath. Virginia Wolf. Nunca teve cisos. Intervenções sócio-medicinais recorrentes: amigos, álcool e cigarros. Colírio sempre a mãos. Ressacamento constante da retina. Clichezérrimo. Grande sucesso.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Só pra lembrar o que o álcool me diz

Desacordei voando no carnaval.
Você passava um recado de auto-identificação,
eu vi aquela menina de jeito bonito
e pensei em quanto você teria que ver em mim
qualquer razão.
Incoerente.
Não foge que te busco
e cada vez que saio de mim atrás
vem o senso de realidade dizendo
volta, que nada é teu.
Olho, olho mesmo, cismo.
Desde que bati o olho, olha que fazem bem
uns oito? dez? anos que bati.
Me escolhe que eu sei que é pra ser assim.

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