domingo, 24 de abril de 2011

Desta vez, acordo

Vigésimo sétimo desabafo: sleep for brunch. Página em branco novamente, capto, otimista, como oportunidade então. As fotos são apenas fotos e a lembrança anseia por ser real. Eu quero aquele palácio iluminado e aquele campus extensus, eu tenho. Eu em outra dimensão me dizendo estar lá e acenando com consideração. Very close to myself. Aceno de volta, eu sei. Como se não soubesse. Me lanço um desafio hard work, me espanto e mergulho fundo até o fim, começo hoje, mais que intenção. Vontade de ir no terraço e pular pra ver se nasce amanhã, se nasce em casa. Vontade de ir no terraço e ver se alguém nasce sabendo. Ou sabendo que sabe. Quando perguntou respondi no mais profundo, não é apenas imaginar, mas ter consciência.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Interpessoal

Esperando ansiosamente ser descoberta por um extraterrestre. Um comentário à parte, num chá das cinco - uma interrupção abrupta. Tal que não posso pular para próxima estrofe sem que tudo se confunda. Sou poetisa de texto corrido, vida corrida, escorrida tipo catarro. Ele muda de idéia como quem muda de idéia. Ela idealiza e acaba enforcada de expectativas. Eu observo sem fingimento e registro sem esconder a verdade, ares-suspiro-expira fundo. Resolvi soltar meu lado B e estaria feliz se não fosse bipolar: um lado eufórico "paleta de cores de Goethe", um lado Godard, A Girl and a Gun in black and white. Lembro que carrego uma sobrinha na barriga de minha irmã. Acontecimento inédito, histórico, histérica de longe emanando amor e dormindo de vez em quando. Aguardo a morte de ente querido. Choro e rio e me demito e me remeto à tudo que junto nos cantos para me refazer tal como sou. Resumo do dia. Sem sumário.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O fardo do homem branco

Very fuckin tired. Receio de incomodar aos outros, incomodo aDeus mesmo. Aquela que não almoçou, que mal estudou, que acordou atrasada. Aquela que tem mil problemas. Aquela. Tenho uns litros de choro acumulado no peito. Retenção de líquido. Cansei.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Não publique antes do título

Pensei que não queria mais me ver, essa carência que me invade em tempos de ressaca. Preciso esvaziar o mar, lembra daquela noite em que a água era cor refletida do sol nascente? Pensei em tantos, em todos, para esquecer que não existe um sequer. Busca de placebo. Sorte que agora tenho borboletas na janela. Previ, ou talvez fosse só o subconsciente (ou subinconsciente). Ah, me tira de mim um instante, dá uma pausa desses carros incessantes. Tira uma carta, um sol, um mundo, um carro que seja. Tira uma força. Me tira a força, arranca um membro com os dentes. Sacode esse cadeado sem chave até deslock. Treina para me acertar em cheio, bem na realidade. Me liga do ponto de taxi ou me chama da janela, mas me tira. Porque o eu dessa onda que quebrou já está meio moribundo, preciso nascer de novo pra deixar morrer eu-velha.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

My mouth shut with a red ball

Exatamente, dezessete e quarenta e dois. Um elefante nada, duas borboletas presas. Para ir ali e não voltar são dois passos, tomara que'u caia no buraco; um tempo pára, meditação. Uma é de cor negra e outra azul escuro e manchas. Bate asas desesperadamente, espia a humanidade pelo feixe de luz e se depara com espelho. Chora, dentro, segue sem manchas de sangue. Lavar as mãos é preciso, razoavelmente. Meio monissilábica senão desabo, desaguo, desbando e sobra um livro ou dois. Sempre com outra possibilidade. Não sei se vou ou fico, fica a dúvida se remoendo que está chegando o tempo de ir e tento não falar para não pôr para fora, tipo tudo. Te coloco no papel para não vomitar na esquina. Sabe que evito o tipo depressiva. Mas hoje passa a semana, segunda vez, unhas azuis. Cromoterapia manual. Te quero tanto que dói querer, então te abafo em um travesseiro e coloco os fones de ouvido. Somos surdas. Somos mudas, mudou-se tudo que nem vemos, choramos por dentro em detrimento do mundo. Em comum, se fazendo de forte.

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