segunda-feira, 31 de outubro de 2011

You sa(i)d, sometimes I'm this way too.

Desta vez o espinho estava tão afogado que só abrindo a barriga mesmo para resgatar. Quando acordei estava molhada, menstruada e sem pudor. Ir no banheiro se fez suplício e achei graça em explorar a normalidade em mostrar a bunda. Contei duas mães, talvez três, presentes e descabeladas. Costuraram meu âmago pela primeira vez no mundo material. Acordei molhada, mas dei valor ao entendimento da dor física. Tive sorte que não me desfloraram a barriga. Passei uma semana de férias como eu sempre quis, ócio seria a palavra, mas meu pai prefere recuperação. My friends are like untouchable. As cinzas in every way se ausentaram; depois, ficaram para trás. Foi renascimento, oh sim. Me vi pelo retrovisor totalmente oblíqua, dizendo que Nietzche dizia, o sofrimento expande.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Babe, aquela noite você me disse para abrir as pernas mas faltou todo o resto.

Desacordo de novo e isso me revira o estômago. Aquele ônibus nostálgico, a mania de atingir alguém desprevenido, baang - um tiro no escuro, pára e não presta socorro. Betty hoje estava linda, trabalhando descuido. Eu, inversa, uma pele que tente sair do meu corpo arranco logo com os dentes. Esqueci o quanto sou amiga, mas me beijei muito, de língua afiada, não obscena, amada. Confortável. Sem muito o que dizer: como sempre tropeçando convicções. I remembered every word and thought I'm a pain in the ass when you play everybody's role. Tenho receio de acordar sozinha com mãos nuas e sem um que me identifique pelos olhos. Pelas unhas, pêlos, arrotos robustos seguidos de olhares desaprovadores. Em desacordo com tudo o que me saboto e fecho os olhos para esconder com o infinito. É tudo tão cansativo, Murilo... todo dia acordar e perceber que está viva...

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