terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O dia passa e tenho que ler, mas me perco entre as letras, você de costas.

Roberto e seu gosto por café frio; calafrios inenarráveis. Fora seu compromisso patente com a falta de salada no almoço. Cartada, um rip rop alemão, não entendemos nada além de "Ich", sinceramente. Expresso meu agrado, o sorriso é invenção: de certo não agradou. Mas tem o coração, olho nos olhos e vejo boas novas. Apaciento-me, acato. Desabrocha um sorriso, esse sincero, seguido de sucessivas manifestações gesticulares. Roberto, te curto. Espaço entre os dentes, pintas no rosto e pêlos nos dedos. Insegurança e baixa auto-estima injustificáveis; a saber.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Always the drugs

Te mandei duas notas mentais, uma assim "minha dúvida vale vinte dólares e sua pose é pirataria", sendo a outra "I would like to know if this thing inside your pants can get more excited". Você perguntou do que eu gostava, "estava pensando sobre o financiamento público para desenvolvimento do comércio exterior nos anos noventa", isso sim: objetividade; bem observado. Sem remorsos. Buda foi enfático sobre expectativas. Para mim é o tratamento mais árduo. Quase suicida.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Se passaram todas as preocupações e dormi como se estivesse acordada.

90 dias: as palavras expiraram. E há quem tente reverter o processo. São tantas, tantas demandas, não gravo mais que palavras-chave, grava dor. Grave: estranhei sim, e no ápice da energia me senti totalmente exausta. Eu não dormi, mas meu corpo. Teu corpo estava ausente, coroando alguma subjetividade que não a minha. Desconsolo; Soube que de repente estava sem ninguém, não posso dizer que desagradou de todo. Mas aquelas expectativas mofaram, não guardei na geladeira. Claro, admito, não me conto mais mentirinhas sólidas. Mesmo aquelas que de repente verdade, externei. Entre outras;

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Apenas mais uma tarde e eu aqui guinchando e lendo como se o mundo não explodisse lá fora e cá dentro.

Sei lá se vi nos seus olhos resquícios de aprovação. e TEM seu jeito de durona, cigarro de palha, coração ao Léo. Me mostra suas impressões digitais como se fossem lupas. Libélulas, 360 graus e afins. Grande portfólio. Mas à mim, nada remete. É que apesar de sermos uma, somos duas, e já corri tantos pés de distância... I can not complain.
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Ar, mas não me falta por suspiro de amor, e sim por descuido. Janela aberta, choque térmico, cigarros e sustos, sem parcimônia. Deu no que deu e agora pura tosse, gosto de spray, tendência à xarope. Sem maiores planos.
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Today I have to read a very important document. o DEAD line é amanhã. Tem a ver com brechas nas leis, parentes de políticos e uma ou outra reportagem de jornal. Gente importante e eu, invisível, como se fizesse alguma diferença.
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But I do.

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