terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ela não esquece de botar água nas plantas

Everybody here is laughing. O cheiro de café passa, chuva passa, oito horas de trabalho passam, eu passo: de repente em casa. Apertada desde a Maria Quitéria, sem critérios, mas com escrúpulos, passos e mais passos; passo e os pingos embaçam, até que passa o devassa, vem o porteiro, elevadores e... Enfim, a chave nunca entra de primeira.

(I have to say that I'm nervous)
, mas

Arranco a roupa, tiro todas as máscaras que escolhi durante o dia. De calcinha acendo incenso na boca, perfumando a sala de massala, acendo no fogão da cozinha porque o isqueiro gastou mês passado, lembrei. Aperto, alívio. Acendo na cozinha de novo. Zapeio, leio, lavo, tiro, demaquilante, abro a torneira esquerda pra sair água quente, abrindo a direita com cautela, testando primeiro no pé. Se está muito quente prefiro dormir na rede.

Eu respiro com a barriga, agradeço e respiro com a barriga. Me encontrar no dia seguinte justamente aonde deixei na noite passada, e não ter dúvidas quanto à minha fidelidade é de tal delicadeza...

que se um dia mudar é porque me esqueci de

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Entendimento dissociativo

Achei que fosse dar retorno no que concerne aos meus conceitos sobre você. No entanto, me confundi e acertei ao mesmo tempo: você é o meio termo dos termos. Gostei quando me ajudou a escolher o almoço, me encontrei mergulhada no cardápio. Você me chama porque tem consideração, mas no fundo sei que sôo irritante: a impaciência invade o processo. Fagulhas. Percebo de relance quando olha o brilho da obscenidade (deixo escapar meio a discursos monótonos), e a fé floresce apesar dos pesares. I like this way. Quando você cuida de mim e mente pra ela é como se eu conhecesse o mundo. Orgulho próprio. Amanhã é o último dia que nos une por obrigação. Você sabe que vamos nos ver apenas nos acasos. Fico triste, mas já me acostumei a deixar rolar, sabe, só temos 4 mãos para abraçar tudo aquilo que nos escapa.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fatos históricos

Outro dia renunciei ao ócio, peguei a bicicleta e redescobri o mundo. Muito, e tanto que me lembrei de um hábito perdido, entrei na sala do cinema depois do início do trailer. Não comprei pipoca. Porém, me teletransportei, literalmente, e saí flutuando da sala sobre o final de fim de semana. Morno. Eu sei que deveria estar contendo meus olhos.

Mas, deliberadamente, me encaminhei para livraria, de modo que pude matar um desejo repentino, irrefreável, sórdido, irrefutável de cheesecake sabor framboesa. Enfim.

Hoje já não é mais o outro dia, e me entreguei ao ócio ouvindo poças de chuva voarem. Materializando cada partícula de foton através da minha criatividade intrínseca. Onda é o resto.

Te queria partícula. Muito, e tanto que gritaria esse post como hábito perdido flutuando na sala no início do trailer. Perdendo o fio da meada.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Esclarecimentos gerais para que não haja desentendimento entre as partes.

Finalmente entendi que meu realismo é acético. cítrico, sólido. Mas não daquele sólido materialista que separa sujeito e objeto, mas daquele sólido onde a in/consciência quebra a velocidade da luz e traz consigo um não-sei-o-que materializado do mundo transcedental. Não venha me falar que isso é papo de doido porque estamos falando de uma física quântica que usa o idealismo monista para explicar o mundo, macro e micro. E todas as vezes em que comentei como quem não quer nada que o pólo norte não existia até que eu lá estivesse, eu não estava usando metáforas. Viva com isso.

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